Documento criado em 01 Junho 2008
ASPJ  Em Português 2° Trimestre 2008

O Grupo da Coalizão para Transição
da Força Aérea

Reconstrução da Força Aérea Iraquiana

Major-General (sel) Robert R. Allardice, USAF
Major Kyle “Brad” Head, USAF

Todas as pessoas que entrarem na sala de estar do 2° Esquadrão da Força Aérea Iraquiana, na Base Aérea Taji, qualquer tarde, provavelmente verão um grupo de pilotos sentados, falando com as mãos, tomando chá em xícaras de porcelana e fumando cigarros de Miami. Um olhar mais atento mostrará que a metade desses pilotos constitui-se de aviadores americanos. Neste dia, em especial, estão contando o que aconteceu em sua missão, que requeria o monitoramento de oleodutos, e argumentam apaixonadamente acerca de como reagir melhor e permanecer em formação quando atacados por um míssil portátil. Às 14 horas, como um sinal, desliga-se a energia e a discussão termina. Os militares da aeronáutica da coalizão voltam para seus gabinetes a fim de dedicarem o trabalho de diversas horas às atividades do dia seguinte. É só outro dia na vida dos assessores da aviação de combate que estão ajudando a construir a capacidade de poder aéreo de um país parceiro.

Em agosto de 1990, o Iraque tinha a sexta maior força aérea do mundo.1 Experiente em batalha, pela guerra de cerca de uma década contra seu arqui-rival, o Irã, a Força Aérea Iraquiana (IqAF) mantinha e utilizava em vôo algumas das aeronaves mais adiantadas do mundo.2 Então, na arrasadora Guerra do Golfo de 1991, ela perdeu a maior parte de seus recursos aéreos e suportou uma década de sanções impostas pelas Nações Unidas e zonas de exclusão aérea implementadas pela coalizão, o que resultou na destruição catastrófica daquela que tinha sido um dia a orgulhosa força aérea iraquiana. No final das operações de combate de maior escala na Operação Iraqi Freedom, as aeronaves, o sistema de defesa, a capacidade de manutenção pesada e a estrutura de comando e controle (C2) tinham desaparecido completamente.3 Tudo que ficara eram alguns aeródromos esburacados e as lembranças de um tempo passado.

Em 18 de agosto de 2003, a ordem 22 da Autoridade Provisória da Coalizão autorizou a criação de novas forças armadas iraquianas, inclusive uma nova IqAF.4Coalition Air Force Transition Team Shield Entretanto, diplomas de autorização não constroem forças aéreas. Quem as constrói são oficiais da aeronáutica com treinamento, educação, experiência e recursos adequados a reunirem os elementos essenciais: pessoal iraquiano motivado e tecnicamente qualificado, infra-estrutura adequada, aeronaves próprias para a missão e todos os sistemas de treinamento de dados técnicos importantes e necessários para pôr em campo e sustentar uma força dotada de credibilidade. A despeito da declaração da Autoridade Provisória da Coalizão e da doação generosa, pelos Estados Unidos, em janeiro de 2005, de 3 C-130s dos anos de 1960, foi só em outubro de 2005 que o grupo de avaliação das Forças Aéreas do United States Central Command levou a efeito, afinal, levantamentos de campo no Iraque.5 Composto por especialistas funcionais de toda a Força Aérea dos Estados Unidos, o grupo publicou, dois meses mais tarde, um estudo comparativo de aeronaves, que recomendava o melhor modo de organizar, treinar e equipar a IqAF, para atender efetivamente as necessidades do governo do Iraque (GOI).6 Esse documento funcionou como ponto de partida das relações entre a IqAF e a Força Aérea dos Estados Unidos e serve de documento básico para definir a missão do Grupo da Coalizão para Transição da Força Aérea (CAFTT).7

A história mostra que o meio mais eficaz de combater e vencer o elemento militar de uma contra-insurgência (COIN) envolve colocar em campo e treinar uma força de segurança da nação hospedeira, que seja competente.8 Fazê-lo tem o efeito dúplice de aumentar a legitimidade do governo do país hospedeiro enquanto, ao mesmo tempo, diminui a necessidade de forças da coalizão, cuja presença, freqüentemente, só piora a situação.9 A responsabilidade do CAFTT é ajudar o GOI a colocar em campo e empregar uma força aérea capaz de ajudá-lo a combater e vencer o conflito atual, ao mesmo tempo que lança os fundamentos da força aérea que será necessária para defender, no futuro, a soberania nacional. Sendo, por si próprio, um processo incrivelmente complicado, a construção de uma força aérea no meio de uma guerra torna-se infinitamente mais complexa.

Este artigo apresenta apenas um instantâneo – um quadro incompleto – do esforço do CAFTT no Iraque atual. Entretanto, o tratamento desenvolvido para resolver os desafios singulares que a IqAF enfrenta apresenta uma boa moldura para que se considerem futuras situações em que a Força Aérea dos Estados Unidos, mais um vez, encontre-se ajudando uma nação em luta a construir uma força aérea. As principais linhas de operação e lições aprendidas incluem exemplos do que funcionou e dos desafios que ainda limitam o progresso. Finalmente, embora o CAFTT só tenha uma história breve, já é evidente que precisamos de algumas recomendações para aprimorar o treinamento anterior ao desdobramento dos assessores da aviação de combate.

A importância de um plano

O CAFTT opera simultaneamente nos espectros estratégico, operacional e tático das atividades militares convencionais. Os assessores de aviação trabalham em consonância com o chefe da IqAF e seu Estado-Maior da Aeronáutica para desenvolverem um planejamento e os processos e práticas administrativas necessários para desenvolver, colocar em campo e manter a IqAF. Esses assessores também se empenham com membros do Quartel-General Operacional da IqAF para construírem um centro de operações aéreas que funcione, facilitarem um C2 eficaz e guiarem o desenvolvimento dos processos e procedimentos necessários a atuar em nível operacional. Finalmente, mais de duzentos militares da Aeronáutica dos Estados Unidos de virtualmente todos os campos de carreira trabalham, diariamente, nas linhas de vôo, nos hangares de retaguarda e nas salas de aula – de Basra a Kirkuk, e em diversos pontos intermediários. Seu trabalho é de avaliar, treinar, assessorar e ajudar o nível tático, bem como alimentar as operações da incipiente IqAF.10 Para coordenar todos esses esforços é necessário energia considerável e, é claro, um plano. Na verdade, segundo um velho provérbio árabe, “uma viagem de mil milhas começa com um único passo, e um plano”. Os planejadores desenvolvem um plano de campanha para estabelecer uma concepção comum que ajuda a coordenar e sincronizar esforços em todo CAFTT (figura).

Figura. Plano de campanha do CAFTT

A essência do plano é a declaração de missão do CAFTT: “construir uma força aérea iraquiana capaz de levar a efeito operações sustentadas, concentradas no combate de COIN em curto prazo, para derrotar o terrorismo e criar um ambiente estável, ao mesmo tempo que estabelecer as condições de alcançar a soberania aérea”.11 Ampliando esta declaração, a intenção do comandante do CAFTT requer

Construir uma Força Aérea Objetiva dotada de credibilidade, capaz de levar a efeito operações sustentadas na defesa do Iraque. As prioridades imediatas são: colocar no ar a força aérea iraquiana e desenvolver a capacidade operacional (sistemas de armas, sistemas de treinamento e desenvolvimento de infra-estrutura) de uma capacidade de administração e comando e controle. Prioridades de prazos mais longos incluem o estabelecimento de condições para a soberania aérea do Iraque, sua sustentabilidade operacional e capacidades de defesa do território; introduzir e manter a influência ocidental sobre a IqAF por meio de uma combinação de treinamento, assessoramento e orientação.12

Para realizar esta intenção, a análise da missão revelou os seguintes objetivos: (1) organizar, treinar, equipar e sustentar operações aéreas; (2) demonstrar o profissionalismo militar; (3) levar a efeito operações de COIN diurnas, noturnas e independentes das condições atmosféricas; e (4) fornecer capacidades de defesa do território ao GOI.

Realizar esses objetivos exige que o CAFTT opere simultaneamente segundo três linhas de operação: (1) o tradicional esforço para organizar-treinar-equipar, (2) o encargo operacional de levar a efeito operações de COIN e (3) o esforço para construir uma força que possa proteger a soberania aérea do Iraque. Embora essas linhas de operação sejam complementares e, em certo grau, ocorram em paralelo, o volume maior do esforço inicial do CAFTT concentrou-se na primeira linha de operações: construir, treinar e educar, e manter operações aéreas. No começo de 2008, o foco vai desviar-se para a contribuição às operações de COIN em andamento; a missão de defesa territorial levará alguns anos para desenvolver-se e exigirá um compromisso genuíno por parte do povo e do GOI. Até que a IqAF se torne capaz de levar a efeito essa missão independentemente, os recursos de poder aéreo da coalizão têm de fazê-lo.

Linha de operação no. 1:
construir, treinar,
educar e manter

Embora esta importante linha de operação vá levar anos para realizar-se plenamente, a Força Aérea dos Estados Unidos, em completa cooperação com os parceiros da coalizão, fez progressos significativos em um horizonte temporal muito pequeno. O esforço para “construir” começou verdadeiramente do nada. Como se disse antes, a IqAF deixou efetivamente de existir em 1991 e foi oficialmente dissolvida na esteira da invasão, pelas forças da coalizão, em 2003 . A Autoridade Provisória da Coalizão procurou antigos oficiais da IqAF para constituírem o núcleo do novo Estado-maior da IqAF. Consoante um processo de análise e rejeição, esses oficiais entraram em contato com outros antigos membros, convencendo-os a voltar. O impulso no recrutamento de novos membros só começou em 2007. A capacidade da IqAF de colocar em campo uma força aérea dotada de credibilidade dependerá do recrutamento e da retenção de pessoas qualificadas. Os planos atuais apresentam a IqAF crescendo, no final de 2007, de 1.000 para 2.900 membros e, em seguida, dobrando o número para quase 6.000 membros no final de 2008. O GOI e os Estados Unidos investiram U$300 milhões em construções, para fornecerem a infra-estrutura necessária a cada uma das quatro bases principais da IqAF, a fim de apoiarem este rápido crescimento.

O desafio mais difícil na construção de uma força aérea dotada de credibilidade corresponde a colocar as pessoas certas nos lugares certos no tempo correto, com treinamento e equipamento adequados. Revelou-se extremamente difícil o esforço para recrutar, educar, treinar e integrar pessoas tecnicamente competentes desta nação dilacerada pela guerra. De maneira mais específica, identificar e cultivar líderes de qualidade requer tempo considerável e um esforço concentrado. Para preencher a lacuna entre as posições autorizadas e as posições preenchidas, os líderes da IqAF foram estimulados a procurar antigos membros da IqAF. Infelizmente, os pilotos que voltaram à IqAF tinham, em média, cerca de 43 anos, tendo a maior parte deles feito sua última surtida – geralmente em algum tipo de MiG – em janeiro de 1991. É evidente que readmitir pilotos antigos não era uma solução viável no longo prazo. O único tratamento realístico para preencher a lacuna envolvia produzir uma nova geração de militares da Aeronáutica – método que permitiu ao CAFTT introduzir uma mudança duradoura na cultura da IqAF.
À medida que os esforços de recrutamento começaram a produzir candidatos qualificados, a tarefa hercúlea de construir todo um conduto de treinamentos e admissões recaiu sobre o 370º Esquadrão Expedicionário Assessor de Treinamento, na Base Aérea Taji, sede da Escola de Treinamento da Força Aérea Iraquiana. Em março de 2007, cinco membros do 370º iniciaram o primeiro Curso de Oficiais da Força Aérea (AFOC), na Academia Militar do Iraque (primeira academia militar do país, chamada freqüentemente de “Sandhurst na areia”) em Ar Rustamiyah. Para atender a crescente demanda de jovens oficiais, o CAFTT também desenvolveu um programa de comissionamento de 6 meses, à maneira da Escola de Treinamento de Oficiais, estruturado para egressos da universidade com graus na área de engenharia, e obteve aprovação do ministro da defesa para iniciá-lo. Em maio, uma equipe de instrutores em treinamento militar da Base Aérea Lackland, Texas, conduziu o primeiro curso de treinamento militar básico para 62 janood (equivalente iraquiano de militar da Aeronáutica). Os instrutores também cuidaram da insuficiência crítica de graduados (NCO) instituindo um programa que permitisse à IqAF recrutar candidatos altamente qualificados para um comissionamento direto como suboficiais – a graduação máxima para os graduados da IqAF.

Enquanto as peças do conduto de admissões ajustavam-se, outro grupo do 370º concentrava-se em construir o conduto do treinamento técnico básico.13 Um conjunto de jovens oficiais cheios de motivação e NCOs experientes envidaram esforços no processo de criarem o equivalente iraquiano da Segunda Força Aérea dos Estados Unidos.14 O Setor de Treinamento Técnico Básico da Escola de Treinamento da Força Aérea Iraquiana oferece uma pluralidade de cursos que vão das aplicações da força aérea para informações até o resgate em caso de queda/incêndio. Um grupo de especialistas escolhidos individualmente em toda a Força Aérea dos Estados Unidos começou com um currículo fundamental fornecido pelo Air Education and Training Command. Contudo, antes de ministrarem os cursos, os instrutores tiveram de modificá-los extensamente, para adequarem-nos aos equipamentos e procedimentos específicos da IqAF. Os instrutores enfrentaram todos os desafios de ensinar em um ambiente estrangeiro: traduzir as projeções em árabe, aprender a ensinar por meios de intérprete e estar atentos às diferenças dos sistemas educacionais e estilos de aprendizagem. Além disso, os instrutores compuseram cada curso especificamente para garantir que ele desse o conhecimento, as habilidades e as capacidades necessárias à IqAF. Fizeram isto em coordenação com seus homólogos funcionais no CAFTT e com os estados-maiores da IqAF, com subsídios de especialistas no assunto respectivo, que estivessem em campo. Realizado inicialmente como um procedimento ad hoc, este processo acabou formalizado como uma sucessão regular de encontros em uma organização chamada Grupo de Trabalho para Integração do Treinamento. Esforços futuros para desenvolverem-se cursos de treinamento técnico em outros países terão inevitavelmente evolução similar.

A última peça do quebra-cabeça de treinamento institucional foi colocada em outubro de 2007, com a abertura, em Kirkuk, da Escola de Treinamento de Vôo. Embora a primeira turma tivesse apenas um punhado de estudantes, a escola foi planejada para produzir, todos os anos, 130 novos pilotos, até o final de 2008. Começando com o vôo básico em Cessnas 172, os estudantes avançam, por meio de treinamento intermediário e adiantado, para cursos de asa rotatória ou de asa fixa. Compreendendo que alcançar credibilidade depende de sua capacidade de produzir pilotos nativos, os líderes da IqAF já identificaram diversos instrutores potenciais.

Além de levarem a efeito treinamentos formais em escolas, os membros do CAFTT também desempenham as missões mais tradicionais de assessores de aviação, que costumam ser desempenhadas pelos destacamentos de aviação operacional do 6º Esquadrão de Aviação Especial. Neste ambiente, o pessoal de apoio e o que faz manutenção de aeronaves – bem como pilotos, do Exército, dos Fuzileiros e da Força Aérea – trabalham lado a lado com os seus homólogos da IqAF, em cada base, para colocarem em vôo, consertarem e manterem o equipamento e a infra-estrutura.15 Mais do que apenas desempenhar a missão, esses membros são os modelos de comportamento que se espera seja adotado pela IqAF.

Até fevereiro de 2007, a IqAF consistia efetivamente de um conjunto de esquadrões em quatro bases separadas que se reportavam diretamente ao Estado-Maior da Aeronáutica. Os iraquianos não tinham uma capacidade de C2 em nível operacional para coordenar e priorizar os limitados recursos aéreos da IqAF. Para preencher este vazio, os assessores do CAFTT trabalharam juntos com seus homólogos da IqAF para construir um modesto centro de operações aéreas localizado junto com o recém-formado Quartel General Operacional da IqAF do Complexo da Base Vitória. Alcançando capacidade operacional inicial em abril, o centro tornou-se plenamente integrado ao centro de operações combinadas das forças combinadas iraquianas, manejando cotidianamente múltiplas distribuições de tarefas.

À medida que a IqAF desenvolve capacidade operacional, torna-se cada vez mais difícil administrar o equilíbrio entre a continuação do treinamento e a efetivação de missões operacionais no mundo real. Sendo investimento de longo prazo, o treinamento produz uma força aérea mais capaz e eficaz, enquanto as operações fornecem contribuição imediata ao combate de COIN. Os assessores da aviação de combate costumam estar tanto voando em missão operacional em apoio de COIN quanto levando a efeito o treinamento em uma ou mais posições de uma tripulação. À medida que a IqAF continua a aperfeiçoar sua capacidade de levar a efeito missões operacionais e fornecer capacidade de combate dotada de credibilidade, a exigência desses serviços pode rapidamente ultrapassar sua capacidade de fornecê-los.

Linha de operação no. 2:
Levar a efeito operações de contrainsurgência

Três fases distintas compõem a campanha do CAFTT. A primeira – a construção da capacidade operacional – decorre até dezembro de 2008. Os principais marcos desta fase incluem o desenvolvimento de capacidades COIN não-cinéticas concentradas em levar a efeito a movimentação do campo de batalha, em missões de inteligência, vigilância e reconhecimento, bem como alcançar capacidade operacional inicial em COIN cinética.

Embora países vizinhos tenham fornecido generosamente aeronaves Seeker e CH-2000, para tirar do solo a nova IqAF, ela não podia levar a efeito missões tradicionais da Força Aérea até receber os C-130s da Força Aérea dos Estados Unidos, como se disse antes. Estas aeronaves voaram em uma pluralidade de missões, como socorro humanitário, transferência de pacientes, transferência de prisioneiros, transporte aéreo de visitantes ilustres, movimentos de tropas e ressuprimento. Os C-130s movimentaram recentemente batalhões do Exército Iraquiano em apoio à operação Fard Al Qanoon e levaram suprimentos em uma operação de socorro humanitário conseqüente a um terremoto em Irbil e um surto de cólera em Sulayminiyah.16 A solicitação mais comum de transporte por C-130 da IqAF envolve o transporte de altos funcionários do governo. Segundo uma regrinha bem aceita, os corações e mentes da população da nação hospedeira representam o centro de gravidade das operações de COIN. O transporte de visitantes ilustres gera um sentido de orgulho e dignidade nesses oficiais e inspira confiança à população. O iraquiano médio tornou-se insensível à presença quase constante de aeronaves da coalizão sobrevoando seu país, quando não um tanto ofendidos com isso. A visão de um helicóptero Blackhawk ou Chinook do Exército dos Estados Unidos não dá a perceber uma reação. Contudo, a visão de seus próprios C-130s ou helicópteros UH-1 “Huey”/Mi-17, com a bandeira iraquiana notoriamente exibida, evoca uma reação quase visceral. Estejam eles jogando futebol em um terreno baldio, fazendo compras em um mercado apinhado de gente ou reunidos em seus terraços, o costumeiro é que parem o que estiverem fazendo, sorriam com orgulho e acenem vigorosamente ao contemplarem uma aeronave “deles”. Mais do que um Exército ou uma força policial amplamente regionalizados, uma força aérea dotada de credibilidade serve como fonte de orgulho nacional em um país que anseia por algo que o una.

Recentemente a IqAF assumiu a propriedade de mais seis Hueys II e o programado é um total de 48 até o final de 2008. Diversos desses helicópteros formarão o 15º Esquadrão, em Taji – unidade especificamente treinada e equipada para fornecer mobilidade e rápida resposta às forças de operações especiais iraquianas. Em treinamento, atualmente, para desenvolver esta capacidade, o esquadrão ampliará grandemente a efetividade das forças de operações especiais, capacitando-as a operar na terceira dimensão e transportar forças rapidamente, para alcançarem um efeito desejado. Um recobrimento especial permitirá que outros Hueys, em Taji, realizem missões de evacuação médica e evacuações de baixas, em apoio a operações de COIN em andamento. Uma esquadrilha de helicópteros Mi-17 entregue recentemente fornece uma capacidade média de transporte aéreo que capacitará o exército iraquiano a retirar do Armazém Nacional de Taji suprimentos e equipamentos de que há grande necessidade, evitando comboios desnecessários em perigosas rotas de suprimentos infestadas de mecanismos explosivos improvisados.

Usando uma combinação de aeronaves Seekers, CH-2000s e Cessna Grand Caravan especialmente modificadas, a IqAF oferece consciência situacional em tempo real por meio de uma combinação de missões de vigilância e reconhecimento em apoio da infra-estrutura crítica de distribuição de petróleo e energia elétrica, em benefício do ministério iraquiano do petróleo e do ministério da eletricidade. Voando de Basra, em um CH-2000, em 11 de julho de 2007, o Coronel Karim, comandante do 70º Esquadrão de Reconhecimento da IqAF, localizou uma grande mancha de óleo no meio do deserto – sinal de roubo de petróleo. Ele descobriu que um bando de ladrões havia feito um buraco no oleoduto para sugar o óleo do poço e transferi-lo para caminhões-tanques que estavam à espera. Após estabelecer uma órbita para vigiar o que estava acontecendo, o Coronel Karim comunicou-se com membros de seu esquadrão, que entraram em contato com a polícia iraquiana. Ele permaneceu estacionário, levou a efeito vigilância em tempo real e guiou a polícia até o local, onde os suspeitos foram presos. A estimativa do ministério do petróleo é que o GOI perca cerca de $10 bilhões por ano devido ao roubo de petróleo. Pequenas vitórias como esta não apenas aumentam a credibilidade da IqAF, mas, também, prestam ao GOI um serviço muito necessário.

Os gerentes do programa CAFTT estão trabalhando atualmente com a liderança da IqAF para a aquisição de diversas aeronaves por intermédio do programa de vendas a forças armadas estrangeiras, com a finalidade de ampliar o alcance dos efeitos operacionais de que o Iraque dispõe. Isto inclui a produção de efeitos cinéticos com armas como canhões, foguetes ou – finalmente – munições guiadas com precisão. Quando essas capacidades cinéticas se tornarem operacionais, o CAFTT desviará sua ênfase da construção de uma capacidade operacional inicial para operações de COIN sustentadas.

Linha de operação no. 3:
fornecer defesa do território

Nenhuma nação pode permanecer verdadeiramente soberana se não puder proteger seu próprio espaço aéreo. Elementos fundamentais da defesa do território incluem o controle do espaço aéreo, a defesa aérea e a interdição do ar. À medida que o GOI se estabiliza e coloca em campo uma força de segurança competente, capaz de COIN, a coalizão reduzirá o tamanho e o escopo de sua presença militar. Na arena do poder aéreo, até que o GOI possa desempenhar funções básicas como controle do tráfego aéreo e operações meteorológicas, ou funções mais adiantadas, como defesa aérea, a Força Aérea dos Estados Unidos e outros recursos do poder aéreo da coalizão continuarão a preencher a lacuna. Construir uma força aérea capaz de defesa do território exige vontade nacional, combinada com recursos para colocar em campo e sustentar o equipamento necessário – freqüentemente muito dispendioso. Apenas o povo e o GOI podem determinar quando e em que nível querem investir neste espectro de capacidades.

Observações desde o campo

O mais importante é que os militares dos Estados Unidos precisam preparar-se para defender o papel do poder aéreo desde o início mesmo de uma operação. A despeito da natureza terrestre da maior parte das forças da coalizão no Iraque, os militares da Aeronáutica sabem que a medida do êxito não está em números no solo, mas nos efeitos produzidos.17 Talvez por desconhecimento, os que não pertencem à Aeronáutica ignoram consistentemente as capacidades que o poder aéreo traz às operações de COIN. Todos os militares da Aeronáutica, independentemente de suas especialidades, precisam ver-se como defensores do poder aéreo e saber como explicar seu papel crítico nas operações de COIN.

Tradicionalmente, a defesa interna estrangeira fica no domínio das forças especiais do Exército, sendo os assessores especializados em aviação de combate provenientes do Air Force Special Operations Command – mais recentemente, 6º Esquadrão de Operações Especiais. Uma das características da comunidade de operações especiais é que ela respiga os membros de outras especialidades que se tornaram excelentes e os faz passar por extenso processo de seleção. Os que passam no teste, têm, então, que agüentar um treinamento amplo e extremamente rigoroso antes de sua primeira missão verdadeira. Considerando-se a necessidade desta capacidade no Iraque e no Afeganistão – que recentemente começou a reconstruir o Corpo Aeronáutico do Exército Nacional Afegão – e com o novo Africa Command surgindo no horizonte, as exigências para defesa interna estrangeira podem exceder rapidamente a capacidade da comunidade de operações especiais.

Estará a Força Aérea dos Estados Unidos pronta para dedicar-se à defesa interna estrangeira como missão que está crescendo e que existirá durante os próximos anos? Em uma zona de guerra desdobrada, caracterizada por áreas funcionais providas do mínimo de pessoal, precisamos preencher essas funções com as pessoas certas, dotadas do passado e dos conjuntos de habilidades corretos. No longo prazo, a Força Aérea dos Estados Unidos pode decidir compor um grande corpo de assessores permanentes, treinados e equipados especificamente para realizar essa missão; contudo, no curto prazo, precisa continuar a realizar essas missões especializadas de um modo ad hoc, usando o pessoal que já existe.18 Esta situação produzirá mudanças muito necessárias no processo de seleção e na seqüência de treinamento dos futuros assessores. Ser assessor numa cultura árabe, em que a força das relações de uma pessoa (que leva tempo para desenvolver-se) define a medida de seu poder, exige que os futuros assessores permaneçam no posto por um ano. A Força Aérea dos Estados Unidos precisa ajustar seu sistema de pessoal para buscar eficazmente gente com aptidão para tornar-se excelente nessas tarefas críticas; além disso, esses membros da Força precisam tocar no solo já em uma corrida, prontos para correr a maratona. Que missão tem a Força Aérea dos Estados Unidos que seja mais importante do que fazer sua parte para garantir o êxito no Iraque?

Acolhendo o fato de que a maioria de seus assessores viria de forças regulares, o Exército dos Estados Unidos criou, para eles, uma seqüência de treinamento de três meses. O curso começa em Fort Riley, Kansas, dois meses antes da data para a qual o desdobramento tem sido agendado. Esse curso tem instrutores recém-chegados do campo, com rico conhecimento atualizado e especializado para transmitir ao pessoal que vai desdobrar-se. O fato de participarem juntos do treinamento, como uma unidade, tem o efeito de compor a equipe antes de desdobrar-se e dá aos assessores a oportunidade de desenvolverem redes que eles podem alavancar após chegarem ao teatro de operações. Uma estada de cinco dias no Kuwait permite a adição de um treinamento tático especializado que inclui salvamento de vida em combate e em comboio. Os assessores do Exército, no Iraque, passam sua primeira semana no país na Academia Phoenix, em Taji, em que assistem a exposições do Gen David Petraeus, comandante da Força Iraque Multi-National, e de seu Estado-maior sênior, junto com um grupo seleto de especialistas em assuntos específicos, o que inclui membros do grupo assessor que está partindo. A academia trata de um grande espectro de assuntos, como o modo pelo qual se organizam a coalizão, as forças de segurança iraquianas e as políticas e processos das forças de segurança iraquianas, bem como COIN avançada e habilidades de assessoria, além de exposições adicionais a respeito de táticas, técnicas e procedimentos atualizados dos insurgentes.19

O treinamento que precede o desdobramento, dado pelo CAFTT, evoluiu lentamente. A primeira onda de assessores compareceu a um curso personalizado de cinco semanas; grupos posteriores passaram apenas pelo Curso de Orientação sobre o Oriente Médio, de uma semana, e o grupo mais recente passou por duas semanas de treinamento, planejado, em geral, para comandantes de comboios de combates. Recebendo retroalimentação de cada grupo, o Air Education and Training Command continua a ajustar a duração e o foco do treinamento que precede o desdobramento. Ao planejar esse treinamento, a Força Aérea dos Estados Unidos precisa levar a efeito uma avaliação de risco-recompensa para equilibrar exigências conflitantes entre, de um lado, habilidades de combate espetaculares e com potencial para salvar vidas que os assessores provavelmente não usarão e, de outro lado, habilidades mais mundanas e práticas que compreendem as competências centrais dos assessores.

Para garantir sua eficácia, precisamos elaborar o treinamento dos futuros assessores de maneira específica para os desafios e realidades do ambiente singular, bem como da missão específica – principalmente, consciência cultural.20 Além de apenas aprender algumas palavras e frases fundamentais, que lhes dá credibilidade instantânea, os assessores precisam entender diversas perspectivas: o que acreditam acerca de seus homólogos, o que acreditam acerca de si próprios, o que seus homólogos acreditam a respeito deles e o que seus homólogos acreditam acerca de si próprios.21

Obter melhor compreensão de seus homólogos iraquianos exige que os futuros assessores do CAFTT tenham um conhecimento geral da história do Oriente Médio, com concentração específica no desenvolvimento do islã e da história árabe – que não são a mesma coisa.22 Uma compreensão básica de sociedades tribais, com ênfase na análise de redes sociais, os ajudaria a entender as esferas de influência conflitantes e superpostas que funcionam nesta cultura complexa. A capacidade de perceber as redes informais por trás da burocracia formal capacita os assessores a compreenderem com mais eficácia e em influenciarem, também mais eficazmente, seus homólogos iraquianos. O desenvolvimento de habilidades suficientes de comunicação intercultural talvez se beneficie de cenários de desempenho de papéis em que os assessores praticam o falar por meio de um intérprete e o negociar com alguém criado em uma cultura árabe.23

Considerando-se que seu papel envolve auxiliar a IqAF a construir uma força eficaz em COIN, os assessores precisam conhecer e compreender os princípios gerais e as aplicações específicas do poder aéreo em um ambiente de COIN.24 Atualmente, falta à Força Aérea dos Estados Unidos moldura doutrinária para orientar a construção de uma força aérea para COIN.25 O Air Force Doctrine Document (AFDD) 2-3, Irregular Warfare, de 1º de agosto de 2007, e o AFDD 2-3.1, Foreign Internal Defense, de 15 de setembro de 2007, recentemente lançados, representam um magnífico início. Contudo, a área de missão específica de “construir capacidade de parceria” exige mais reflexão e pode propiciar sua própria doutrina.

A maioria dos assessores de vôo do CAFTT jamais serviu no 6º Esquadrão de Operações Especiais, e diversos deles nunca aprenderam tática básica. Eles chegaram sem as habilidades básicas necessárias para operarem em uma zona de combate, quanto mais para treinarem pilotos iraquianos a serem efetivos neste ambiente. Os assessores aeronáuticos relacionados com aviação precisam ter treinamento de vôo tático nos Estados Unidos continental (CONUS), para evitarem um aprendizado mais longo do que necessário no teatro de operações, que gasta as limitadas horas de treinamento da nação hospedeira. As qualificações mínimas devem incluir a prática de metralhamento de tropas em terra por aviões de baixa altitude, formação de vôo com visores de visão noturna e análise de ameaças de baixo nível, realizadas no CONUS. Os mecânicos de aeronaves acham-se trabalhando em uma pluralidade de aeronaves de aviação geral, diferentes de tudo que viram antes. Fornecer certificações em aeronaves e usinas comerciais não apenas produziria assessores mais bem qualificados, mas, também, serviria de incentivo a potenciais voluntários.

A Força Aérea dos Estados Unidos já não se pode dar ao luxo de tratar a missão de assessoria como um nicho; em vez disso, precisamos acolhê-la como competência central da Força Aérea do século XXI. A atual realidade geopolítica sugere que a necessidade de um corpo de assessores altamente qualificados crescerá significativamente no futuro próximo.26 Empenhar-se eficazmente nessas oportunidades exigirá uma doutrina bem concebida que explique como o poder aéreo, além das capacidades singulares da Força Aérea dos Estados Unidos, contribui para operações de COIN e se concentre especificamente na construção de uma força aérea para COIN. A Força Aérea dos Estados Unidos deve aos futuros assessores o fornecimento tanto das habilidades gerais quanto do treinamento necessário, para que eles sejam excelentes em suas tarefas. Para fazê-lo direito, a Força também precisa fornecer recursos e pessoal suficientes.

Conclusão

O Iraque é uma nação despedaçada por uma sufocante combinação de insurgência, terrorismo e conflitos entre comunidades – tudo isso dentro das fronteiras de um estado arruinado.27 Ninguém sabe o futuro do país; contudo, os militares da Aeronáutica compreendem que nenhum Estado ou governo permanecerá verdadeiramente soberano se não controlar e defender seu próprio espaço aéreo. Construir uma força aérea capaz de responder em todo espectro das operações de COIN no complexo ambiente do Iraque difere fundamentalmente de tudo o que a Força Aérea dos Estados Unidos preparou a atual geração de militares da Aeronáutica para realizar. Tal qual as gerações anteriores, os atuais militares da Aeronáutica estão rapidamente enfrentando o desafio.

Até que o Iraque possa defender sua soberania aérea, os recursos aéreos da coalizão liderada pela Força Aérea dos Estados Unidos preencherão, provavelmente, a lacuna. Sob seu guarda-chuva protetor, os membros do CAFTT continuarão a realizar uma das tarefas mais desafiadoras, deliciosas, frustrantes e recompensadoras em uma força aérea atual.28 Acolher a missão de construir a capacidade de poder aéreo de um parceiro como componente crítico de qualquer campanha de guerra irregular bem-sucedida exige que a Força Aérea dos Estados Unidos alavanque as lições aprendidas pelo CAFTT e institucionalize essa capacidade.

Notas

1. “Reaching Globally, Reaching Powerfully: The United States Air Force in the Gulf War: A Report, September 1991”, 28 August 1997. Disponível em: http://www.global security.org/military/library/report/1991/desstorm.htm.

2. Para mais a respeito de lições da guerra Irã-Iraque, veja-se Maj Ronald E. Bergquist, The Role of Airpower in the Iran-Iraq War (Maxwell AFB, AL: Air University Press, December 1988). Disponível em: http://www.au.af.mil/au/aul/aupress/Books/Bergquist/Bergquist_B25.pdf.

3. Para uma fascinante resenha retrospectiva da operação Iraqi Freedom, veja-se Kevin M. Woods com Michael R. Pease, The Iraqi Perspectives Report: Saddam’s Senior Leadership on Operation Iraqi Freedom from the Official U.S. Joint Forces Command Report (Annapolis: Naval Institute Press, 2006).

4. “Coalition Provisional Authority Order Number 22: Creation of a New Iraqi Army” (Baghdad, Iraq: Coalition Provisional Authority, 18 August 2003). Disponível em: http://www.iraqcoalition.org/regulations/20030818_CPAORD_22_Creation_of_a_New_Iraqi_Army.pdf.

5. Para uma história abrangente da gênese da missão do Coalition Air Force Transition Team, veja-se Michael Bauer, Training the Iraqi Air Force: Lessons from a U.S. C-130 Advisory Mission, Policy Focus no. 71 (Washington, DC: Washington Institute for Near East Policy, August 2007).

6. Operational Assessment of the Iraqi Air Force (Shaw AFB, SC: US Central Command Air Forces, 30 October 2005).

7. O CAFTT é subordinado ao Multi-National Security Transition Command-Iraq (MNSTC-I), que, por sua vez, é um grande componente subordinado à Multi-National Force-Iraq (MNF-I), sob o comando do Gen David Petraeus, USA, que, anteriormente pertenceu ao MNSTC-I e o comandou. Este tem a responsabilidade global de treinar, orientar, e desenvolver o aparato de segurança iraquiano, sub-conjunto da construção do país chamado usualmente de defesa interna estrangeira.

8. Army Field Manual (FM) 3-24 / Marine Corps Warfighting Publication (MCWP) 3-33.5, Counterinsurgency, December 2006, 6-1. Disponível em: http://usacac.army.mil/cac/repository/materials/coin-fm3-24.pdf.

9. Air Force Doctrine Document (AFDD) 2-3, Irregular Warfare, 1 August 2007, 15. Disponível em: https://www.doctrine.af.mil/afdcprivateweb/ AFDD_Page_HTML/Doctrine_Docs/afdd2-3.pdf.

10. Ibid., 28.

11. “Coalition Air Force Transition Team: Iraq Campaign Plan, 2007–2015”, 16 August 2007, 7.

12. Ibid., 10.

13. Para um bom estudo histórico do desenvolvimento de treinamento técnico para apoiar a Força Aérea Vietnamita, veja-se Capt Drue L. DeBerry, “Vietnamese Air Force Technical Training, 1970–1971”, Air University Review, January–February 1973. Disponível em: http://www.airpower. maxwell.af.mil/ airchronicles/aureview/ 1973/jan-feb/deberry.html.

14. A Segunda Força Aérea é o comando responsável pelo treinamento técnico básico de toda a Força Aérea dos Estados Unidos.

15. Os oficiais e sub-oficiais da US Army National Guard são os principais instrutores de helicópteros Bell Jet Ranger, em Taji e Kirkuk. Recentemente, o Corpo de Fuzileiros dos Estados Unidos forneceu diversos pilotos com experiência tática, para assessorarem, em Taji, os pilotos de Huey II da IqAF.

16. A operação Fard Al Qanoon refere-se às operações do Exército iraquiano em conjunção com o súbito incremento nas forças da coalizão no verão de 2007.

17. Em setembro de 2007, cerca de 6.000 militares da Aeronáutica foram designado para a MNF-I, o que eleva a força total para aproximadamente 170.000 pessoas.

18. Para a propositura de um tratamento abrangente relativo ao estabelecimento de um corpo permanente de assessores do Exército, veja-se John A. Nagl, “Institutionalizing Adaptation: It’s Time for a Permanent Army Advisor Corps” (Washington, DC: Center for a New American Security, June 2007) e Lt Col Norman J. Brozenick Jr., “Another Way to Fight: Combat Aviation Advisory Operations”, Research Report (Maxwell AFB, AL: Air University, June 2002).

19. Essa descrição baseia-se em discussões com o grupo de excelência e a aquipe da Phoenix Academy durante uma visita local e revisão do programa de instrução da academia, em 25 de abril de 2006.

20. Para um excelente sumário da importância da consciência cultural nas operações de estabilidade, veja-se Maj Jennifer V. Chandler, “Why Culture Matters: An Empirically-Based Pre-Deployment Training Program” (thesis, Naval Postgraduate School, September 2005).

21. Ike Skelton e Jim Cooper, “You’re Not from Around Here, Are You?” Joint Force Quarterly, issue 36 (first quarter 2005). Disponível em: http://www.dtic.mil/doctrine/jel/jfq_pubs/0436.pdf; e Moshe Sharon, “Negotiating in the Bazaar”, Jerusalem Post, 10 October 2006. Disponível em: http://www.jpost.com/servlet/ Satellite?cid=1159193413129&pagename=JPost%2FJPArticle%2FPrinter.

22. Para uma boa obra introdutória neste assunto, veja-se Edward V. Badolato, “Learning to Think Like an Arab Muslim: A Short Guide to Understanding the Arab Mentality”, March 2004. Disponível em: http://www.blackwaterusa.com/btw2004/articles/0503arabs.html.

23. Para leitura ulterior a respeito do assunto, veja-se Lt Gen David H. Petraeus, “Learning Counterinsurgency: Observations from Soldiering in Iraq”, Military Review, January–February 2006. Disponível em: http://usacac.army.mil/CAC/milreview/English/JanFeb06/Petraeus1.pdf; David Kilcullen, “Twenty-Eight Articles: Fundamentals of Company-Level Counterinsurgency”, Small Wars Journal, edition 1, March 2006. Disponível em: http://www.smallwarsjournal.com/documents/28 articles.pdf; Capt Ryan T. Kranc, “Advising Indigenous Forces”, Small Wars Journal 8 (May 2007). Disponível em: http://www. smallwarsjournal.com/documents/swjmag/v8/kranc-swjvol8-excerpt.pdf; e Sgt Robert M. Massie, “Advice for Advisors: Lessons Learned from a Tour with the New Iraqi Army”, Marine Corps Gazette, July 2007. Disponível em: http://www.marinecorpsgazette-digital.com/marinecorpsgazette/200707/?pg=44.

24. Para uma obra definitiva a respeito desse assunto, na perspectiva do poder aéreo, veja-se James S. Corum e Wray R. Johnson, Airpower in Small Wars: Fighting Insurgents and Terrorists (Lawrence: University Press of Kansas, 2003). Para uma leitura ulterior quanto aos princípios gerais, veja-se David Kilcullen, “Counterinsurgency Redux”, Small Wars Journal, Winter 2006. Disponível em: http://www.smallwars journal.com/documents/kilcullen1.pdf.

25. Maj Kenneth Beebe, “The Air Force’s Missing Doctrine: How the US Air Force Ignores Counterinsurgency”, Air and Space Power Journal 20, no. 1 (Spring 2006): 27–34. Disponível em: http://www.airpower.maxwell.af.mil/air chronicles/apj/apj06/spr06/spr06.pdf; e Lt Col Wray R. Johnson, “Whither Aviation Foreign Internal Defense?” Airpower Journal 11, no. 1 (Spring 1997): 66–85. Disponível em:http://www.airpower.maxwell.af.mil/ airchronicles/apj/apj97/spr97/johnson.pdf.

26. Para opções quanto à melhor organização desta capacidade, veja-se Col Billy Montgomery, “USAF Irregular Warfare Concept”, White Paper (Hurlburt Field, FL: Air Force Special Operations Command, May 2007). Disponível em: http://www.excaliburrd.com/docs/AT6Project/AFSOCWhitePaper USAFIrregular Warfare.pdf; e Alan J. Vick et al., Air Power in the New Counterinsurgency Era: The Strategic Importance of USAF Advisory and Assistance Missions (Santa Monica, CA: RAND Corporation, 2006). Disponível em: http://www.rand.org/ pubs/mono graphs/2006/RAND_MG509.pdf.

27. Dr. David Kilcullen, “A Framework for Thinking about Iraq Strategy”, Small Wars Journal Blog, 12 January 2007. Disponível em: http://smallwarsjournal.com/blog/ 2007/01/a-framework-for-thinking-about.

28. Para atualizações regulares quanto ao esforço global para a construção das forças de segurança iraquianas, veja-se MNSTC-I’s Advisor at http://www.mnstci.iraq.centcom.mil/advisor.htm.


Colaborador

Major-General (sel) Robert R. Allardice O Major-General (sel) Robert R. Allardice (USAFA; MS, University of Southern California) é o Comandante do Coalition Air Force Transition Team, Baghdad, Iraq. Ele é responsável pelo Multi-National Security Transition Command-Iraq por enfrentar a Força Aérea Iraquiana. Piloto Comandante com mais de 4.700 horas de vôo no C-141, C-5 e C-17, ele comandou a strategic humanitarian airdrop em 2001, aonde começou a primeira noite de operações de combate no Afeganistão. Nos dias de abertura da Operation Iraqi Freedom, ele comandou e conduziu the airdrop of the 173rd Airborne Brigade, apoderando-se de um território vital ao norte do Iraque. General Allardice é graduado da Squadron Officer School, Air Command and Staff College e Air War College. Ele também estudou na Harvard University como Senior Executive Fellow.
 
Major Kyle “Brad” Head O Major Kyle “Brad” Head (USAFA; MBA, Liberty University) é um senior personnel officer do Directorate of Airman Development and Sustainment, Deputy Chief of Staff for Manpower and Personnel, Headquarters US Air Force, Washington, DC. Ele foi membro da equipe avançada do echelon team que passou pela Iraqi Air Force Training School em Taji, Iraq. Também serviu no Staff of the Coalition Air Force Transition Team como senior coalition airpower advisor do Iraqi Training and Doctrine Command. Major Head é graduado da Squadron Officer School and Air Command and Staff College.

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