Document created: 01 Agosto 1997
ASPJ  Em Português 3° Trimestre 1997

Mudanças no Diálogo Profissional:

Status de Nau Capitânea... e Daí?

TENENTE-CORONEL JAMES W. SPENCER, Editor


NOSSOS LEITORES MAIS atentos perceberam a relação dos membros do Conselho Editorial, recentemente reconstituído, na terceira capa [da edição em inglês]. Reunimos os membros do Conselho Editorial, no último verão, num encontro aqui, na Base Aérea Maxwell, e fizemos exposição do estado do diálogo profissional. Explicamos as notícias boas e más que havíamos encontrado e o desafio continuado que enfrentamos com nosso fórum aberto para o debate profissional. Apresentamos a eles nossa estratégia de desenvolvimento editorial e nossas limitações operacionais — do orçamento à revisão das diretrizes. Discutimos nossa capacidade de levar a nossa palavra ao pessoal profissional da aeronáutica (embora não sejam vistos assim pelas Forças irmãs) e nossos esforços de passar além das paredes perceptuais do círculo acadêmico* da Base Aérea Maxwell. Em seguida, sentamos e ouvimos os conselhos e as idéias que eles tinham. Esperávamos transformá-los em advogados nossos, mas achávamos que isso ia precisar de um pouco de cultivo e de tempo. Não poderí-amos estar mais errados.

Os slides do PowerPoint ainda estavam sendo projetados quando eles espontaneamente ditaram uma carta ao Chefe do Estado-Maior tratando das coisas que logo se tornariam diversas questões bastante notórias na sua plataforma de aperfeiçoamento profissional. Entre elas, estava a missão do jornal profissional da Força Aérea e alguma coisa chamada de “periódico com status de nau capitânea”. Uma instrução pouco conhecida define um periódico nau capitânea como o “principal periódico da Força Aérea dos Estados Unidos”, e a revista Airman sempre levou essa bandeira. É o órgão oficial para a informação a respeito dos negócios públicos da Força Aérea, a partir das fontes primárias do Pentágono, e é um produto de qualidade produzido por gente de qualidade. Sem pretender suplantar a revista Airman, o Conselho Editorial, essencialmente, apresentou ao Chefe a noção do quão importante deve ser o diálogo profissional e o nosso jornal da Força, em relação a outras publicações da Força Aérea.

Em qualquer profissão, o diálogo nas revistas e periódicos sempre desempenhou um papel fundamental em estimular idéias de relevância. Mais do que buscar o desenvolvimento profissional, usamos nossas revistas profissionais para comunicar padrões profissionais ou avaliar esses padrões num fórum aberto. Embora a “linha da companhia” esteja estabelecida corretamente, ela é freqüentemente alvo de ataque nos periódicos profissionais, e o Airpower Journal tem trabalhado para ver em si os maiores canhões. Ainda assim, não estamos convencidos de que a nossa história já esteja nas ruas. Ainda nos afligem as palavras de um famoso major general da Força Aérea, hoje na reserva, que, em outro fórum, disse simplesmente: “a Força Aérea ainda não tem um periódico da qualidade do Marine Corps Gazette, onde uma crítica dura é encorajada e publicada de maneira regular”. Ele nos conhece. Nós mandamos nossos números para ele todo trimestre.

E você? Você desafiou um companheiro com uma idéia que aprendeu em seu jornal profissional? Nossos levantamentos sugerem que há uma chance em seis de que ele ou ela nunca tenha ouvido falar de nós. O sistema de distribuição de que dispomos esmaga nossa história. Eis por que o testemunho boca a boca significa mais do que um ganho marginal para nós. O Chefe deu passo a frente e colocou sua bandeira onde está seu coração — no seu jornal profissional. O nosso novo Conselho Editorial conseguiu o que queria.

Nossos novos advogados foram de um grande auxílio fazendo que nossa história fosse contada de uma maneira como nunca havíamos podido fazer com que fosse contada. Talvez cheguemos a ter notícias daquele major general. Melhor ainda: talvez tenhamos notícias de você. Isso é o que temos querido durante esse tempo. Juntos, vamos falar pela nossa profissão. Talvez aviadores profissionais sejam capazes de pensamento estratégico, afinal. Essa é uma grande ocasião para isso, considerando-se a revisão quadrienal de defesa que surge no horizonte e que cada um de nós precisará articular nossa profissão e nossa missão como nunca antes. As publicações de nossas Forças irmãs aprenderam conosco on-line (dois anos, dois prêmios e uma contagem em www.cdsar.af.mil/air-chronicles.html). É  tempo de liderarmos o caminho no meio impresso também. Seria muito bom ter mais pessoas, orçamento e o status quase oficial que os outros periódicos profissionais têm. Mas isso não importa agora.

Nós levamos a bandeira da Força Aérea — e não quereríamos que fosse de outro modo.


Colaborador

O Tenente-Coronel James W. Spencer (Bacharelado, Academia da USAF; Mestrado em Administração Pública, Golden Gate University; Mestrado em Arte, US Naval War College) é atualmente o editor-chefe da Airpower Journal. Possuindo quase 2.000 horas de vôo no RF-4, exerceu, entre outras, as funções de comandante de esquadrão e de oficial de estado-maior no Comando Aerotático e na Academia da Força Aérea dos EUA. É graduado com distinção da SOS (Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais da USAF). Cursou, também, a ACSC (Escola de Comando e Estado-Maior da USAF), a Escola de Comando e Estado-Maior da Marinha dos EUA e o Air War College.

As opiniões expressas ou insinuadas nesta revista pertencem aos seus respectivos autores e não representam, necessariamente, as do Departamento de Defesa, da Força Aérea, da Universidade do Ar ou de quaisquer outros órgãos ou departamentos do governo norte-americano.


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